O povo quilombola de Petrolândia, principalmente do Quilombo Borda do Lago, mantém viva suas tradições culturais no sertão de Pernambuco, através da agricultura familiar, extrativismo, pesca e turismo de base comunitária, preservando saberes e sabores afro-brasileiros, como na fabricação de doces, buscando o reconhecimento e a luta por direitos e território, sendo um importante símbolo de resistência negra no Brasil.
Principais Aspectos:
- Resistência e Identidade: São grupos que se definem pela ancestralidade, parentesco, tradições e práticas culturais, simbolizando resistência à opressão e valorizando a memória afro-brasileira.
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- Economia e Sustento:
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- Vivem principalmente da terra, sendo agricultores, pescadores, seringueiros e extrativistas, utilizando os recursos naturais de forma sustentável.
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- Cultura e Tradição:
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- Mantêm viva a culinária, como os doces de frutas locais (banana, mamão, abóbora), com produção artesanal que resgata sabores ancestrais e gera renda.
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- Organização Comunitária:
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- Possuem associações, como a Associação Quilombola Borda do Lago Negros de Betinho, que organiza eventos e discute questões da comunidade, fortalecendo laços e a cultura.
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- Turismo de Base Comunitária:
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- Desenvolvem atividades turísticas em seus territórios, buscando valorizar sua cultura e gerar renda de forma autônoma.
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- Desafios:
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- Luta pela titulação de suas terras e reconhecimento, buscando preservar seu modo de vida tradicional em um contexto de desafios contemporâneos.
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- Localização:
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- Embora a maioria esteja na zona rural, existem quilombos em áreas urbanas e periurbanas, como em Petrolândia, que tem suas comunidades ligadas à história da inundação da antiga cidade.
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Essas comunidades são fundamentais para a preservação da memória e da diversidade cultural brasileira, conectando-se com sua história de resistência.